POESIA DE VÍRUS
Sou simples:Nada complexo.Uma cápsula proteica,Que se reproduz sem sexo.Meu nome vem do latim:Fluído venenoso, toxina...E nem sei se sou bom ou ruim,Só não gosto de rotina.Por isso eu sou mutante:Antes lá, agora aqui...Mudo a todo instante,Sempre adiante e por aí.Ás vezes fico no ar,Atiro-me num espirro,Estou sempre a viajar,Se me levam nuca embirro.Gosto muito das gentes.Tanto, tanto que de multidões.Com elas vou sempre à frente,Quanto mais forem os esbarrões.Sou louco por narizes:Viagem de primeira classe.Gosto quando os coçam felizes,Para assim se dar o enlace.Nuca desejo fazer o mal,Viajando por suas ...